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terça-feira, maio 22, 2007

Pedido de desculpas

- É, faz um bocado mais de um ano. Foi no Tribuzy, fraga.

- Lembro de você ter comentado algo na época...

- Pois é. Fomos eu e mais dois amigos. Acho que já contei mais ou menos tudo antes, mas teve um pedaço que ficou de fora e ainda me incomoda um tanto.

- É pra isso que estamos aqui...

- Pois é, como você sabe, o cara reuniu um monte de Deus do Metal num palco só, e aqui em BH. A grande expectativa era a entrada do Bruce, e o set list a gente já sabia, porque ia ser mais ou menos o mesmo do show de São Paulo.

- Que tinha sido na noite anterior...

- É, isso aí. Ia ter Bring me your Daughter to the Slaughter, The Evil That Men Do e Tears of the Dragon, sem falar em Beast in the Light, a música do Tribuzy em que Ele participa. Cara, quando o Roland Grapow - ou foi o Gustavo Silveira? - puxou aquele riffzinho de The Evil...

Opa, melhor falar da viagem que eu ando tendo ultimamente. É aquela coisa de cagar no mais fraco, fraga... tipo o militar que apanha pra caralho e quando é promovido passa a bater, e essas viagens erradas assim. Um cara que foi cuzão a vida inteira e do nada da uma de foda. Claro que mesmo essa viagem de cuzão e de foda também é errada, né. É tipo uma coisa que você é ou não é e nem tinha que ser, assim, fraga. Tem que ser porra nenhuma, é muito filme de colégio americano. Mas aí tá. Eu fiz um trem desses assim. Acho que não tá nem nessa viagem de ser foda ou de ser cuzão, foi até meio instintivo. Mas foi muito paia. Se bem que o cara era cuzão sim.

- Mas o que foi de terrível e desrespeitoso que você fez?

- Desrespeitoso mais ou menos, né, foi uma puta de uma porrada. Como eu já falei, estávamos os três na grade, e o meu amigo do meu lado. Quando Ele subiu no palco ficou ainda mais foda - muita gente foi pra frente e não tinha espaço nem pros lados ali na grade. Eu não conseguia descer o meu braço. Só bater cabeça, mas isso é o que importa, né. Aí tá. Começou com o Roland Grapow ou o Gustavo Silveira - ou os dois, tinha uns cinco guitarristas no palco.

Tipo, eles puxaram o riffzinho matador de The Evil... puta que o pariu! Eu endoidei. E as mil pessoas, mais ou menos, que tavam na pista, também. Aí o pessoal empurrou de verdade. Foi foda. Numa dessas eu senti uma perninha penetradora do meu lado.

- Perninha penetradora?

- É, tipo isso. Sabe no ônibus, quando você não consegue andar e vai meio que com a perna na frente pra abrir espaço? Pois é. Tipo isso. Só que do jeito que a grade tava não rolava nem a pau de caber mais um. Pro cara entrar alguém tinha que sair.

Já meio puto eu olhei pra trás e vi quem era: um moleque que não devia ter nem quinze anos, de óculos, uma cara de nerd fudida e camisa do Nightwish! NIGHTWISH! Porra, tem limite, né. Aposto que o mané gostava de Avantasia e essas viadagens. Não pensei duas vezes e subi um cotovelo no nariz dele. Ele sumiu, muito rápido, foi até meio surreal, fraga.

Ele deve estar na academia até hoje, tentando ganhar uns quinze quilos de músculo pro Megadeth, que deve vir no fim do ano ou no ano que vem.

6 Comments:

Blogger Thais said...

hauuahuahuauahaa!!

25 de maio de 2007 11:19  
Anonymous maíra said...

credo, vc anda com uns posts violentos ò.ó

25 de maio de 2007 17:14  
Blogger Livia said...

Que medo de você aheuaheuehahue
mantenha seus cotovelos longe do meu narizinho, ok. u.u

mas o negocio da locadora, voce nao ta entendendo. nem eram filmes dificeis de encontrar, a maior parte deles era de drama, e tinha até uma comédia romantica no meio, mas a minha locadora nao tem nem O Poderoso Chefão. Viu do que que eu to falando? aheuahueah
e quanto ao lápis, eu usei ele hoje, e só depois fui lembrar do episódio da privada. paciência... =D

25 de maio de 2007 21:19  
Blogger Livia said...

outra coisa: se eu assistisse "o ataque dos vermes malditos" eu provavelmente ficaria uma semana sem dormir. =/

25 de maio de 2007 21:20  
Blogger Gustavo Bicalho said...

ô André , que bom que gostou cara. Valeu pelo comentário e pela crítica. Aliás, um comentário sobre ela: a idéia de se perder o ritmo é meio intencional. O oscilar do ser não ser do poema(no geral) tem que passar pela disritmia. Em alguns momentos desse poema a falta de cadência tah aí pra evidenciar a oposição/fusão da estética canônica com uma estética marginal. Esse caminho tortuoso da dúvida pelo qual se traça um poema. Quando eu aprender a mexer com poesia eletrônica vou ver se isso sala mais à vista.
Daqui a pouco eu leio seu texto e comento!
Aquele abraço!

27 de maio de 2007 14:59  
Blogger Gustavo said...

Adoro bicar conversas de ônibus, valeu pela oportunidade! ahhaha
Pobre garoto! Aposto que a "perninha penetrante" era uma tentativa de te encoxar, hein?! O menino só queria fazer "amigos"(ou sexo, dá na mesma), coitado! hahahaha
aquele abraço

27 de maio de 2007 16:57  

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