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quarta-feira, dezembro 05, 2007

Asas

Quando estou deitado na rede, num embalo bem leve e tranqüilo, parece que vôo. Aí fecho os olhos e sou só eu e o mundo.

Ao olhar para o céu, seja dia chuvoso ou dia limpo, procuro ir mais e mais longe - furar o firmamento com os olhos, até não consegir mais. Aí vejo que não preciso dos olhos fechados para voar.

Se um dia me perco nas minhas aflições, me acalma uma boa música. De qualquer tipo. Há aquelas que me fazem agressivo, me fazem inflamar: não é ruim, mas também não é o tema deste texto. Aqui, para todos os efeitos, gosto daquelas que me fazem voar, inclusive as dos pássaros.

Um dia eu olhei pro céu, deitei na rede, fechei os olhos e fiquei escutando os passarinhos. Quanto se passou? Não sei, mas o sol se pôs. Num pôr-do-sol tão bonito que me fez chorar, tanto que perdi todo o meu peso. E voei.

Outro, também, não precisei. Um só quadro me fez o favor. Um pintor francês, que também tirou o meu peso. De olhos abertos, pés no chão e em silêncio.

Mais outro, ainda: pensei em poesia. Silêncio, todos os olhos abertos, todo o peso do mundo. E mesmo assim voei muito alto.

Talvez Deus seja injusto por não ter dado asas a cobras, já que nos deu tantas a nós. Nascemos para voar, só falta nos descobrirmos voadores.

1 Comments:

Blogger clara said...

coisa inútil, comentar texto antigo... mas a idéia é mt boa, mt completa, bonita, intensa, mas o texto é meio ruim... vc podia escrever de novo, msm tema. inútil de novo, dar conselho. bom,...

21 de maio de 2008 21:28  

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